Arquivo da Categoria ‘Esquina da MPB’

Gente bonita, espaço diferente

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Por Paula de Paula*

A mudança de tempo na noite de sexta não espantou a animação do paulistano na esquina mais famosa de São Paulo.

Ito Moreno, com influência de sua terra natal, a Bahia, e de conterrâneos como Caetano Veloso e João Bosco, transferiu para a esquina a animação característica do nordeste brasileiro e fez muita gente dançar e pular. Tocou sucessos de Jorge Ben Jor, Tim Maia e, como não podia faltar, um bom forró. Não dava nem tempo de acabar uma música que Ito já emendava outra no maior estilo pout-pourri.

Lá pela uma da manhã, o grande Wesley Noóg entra no palco. Antes de começar a cantar, Noóg cumprimenta sua banda que são “seus amigos, seus irmãos” e comenta como é bom cantar na Esquina da MPB que tem “gente bonita e é um espaço diferente”.

Quando sua bela e forte voz ecoa na Esquina, o lugar que já estava animado fica mais ainda e o público formado de casais, senhores e jovens se mistura entre os cantos das mesas e à frente do palco para curtir e cantar a mistura de ritmos da banda funk, soul e muito samba acompanhado de instrumentos de sopro, que deram um tom bem diferente aos sucessos como “Tiro ao Alvaro”, de Adoniran Barbosa, e “Flor de Lis”, de Djavan.

Assim, Wesley com sua simpatia contagiante e seu olhar fixo em cada um da platéia fez mais uma noite da Esquina um sucesso!

*Paula de Paula é estudante de letras da USP e de Jornalismo da PUC–SP e colaboradora da Muda Cultural.

Adriana Moreira encanta o público celebrando grandes compositores e intérpretes do Samba

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Por Vanessa Café*

A sambista Adriana Moreira sempre esteve envolvida com samba. Ainda na infância era freqüentadora da quadra da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, onde praticamente cresceu. Começou sua carreira em 1996 participando com a “Orquestra Paulista de Samba” da gravação do disco “O Cúmulo do Samba” do compositor Carlinhos Vergueiro.

De lá pra cá sempre esteve envolvida com grandes intérpretes e compositores do samba brasileiro participando de diversos projetos de resgate da tradição do samba paulista. Adriana também atuou como backing vocal, estando, neste período, ao lado de vários sambistas, como Dona Ivone Lara, Monarco, Walter Alfaiate, Jorge Simas, Almir Guineto, Nelson Rufino, Luiz Carlos da Vila e Wilson das Neves.

No final do ano de 1999, Adriana conheceu a obra do baiano Batatinha – falecido em 1997 – e se interessou muito, dando início a um trabalho de pesquisa sobre a obra do compositor. Esse trabalho tão dedicado lhe rendeu shows e a gravação de seu primeiro cd “Direito de Sambar – Adriana Moreira canta Batatinha (Oscar da Penha)”, que tem direção musical de Edmilson Capelupi e arranjos, entre outros, de Eduardo Gudin.

A intérprete é conhecida como a mais nova revelação do samba paulista. Sua figura marcante e a voz suave enfeitam o palco da Esquina da MPB, no Bar Brahma. Ela dá o ar da sua graça interpretando inesquecíveis clássicos da música popular brasileira e relembrando sucessos de saudosos compositores do samba. Nesta última sexta-feira, dia 03 de outubro, ela encantou e emocionou o público da Esquina da MPB na interpretação do clássico de Paulinho da Viola, “Onde a dor não tem razão”.

Adriana tem uma surpreendente presença de palco e interpreta suas canções com muito entusiasmo e alegria. Consegue facilmente animar a platéia fazendo com que todos cantem junto com ela, assim o fez com a música de Adoniran Barbosa, “Abrigo ao Vagabundo”.

Adriana Moreira também não poderia deixar de prestigiar novos talentos do samba paulista. Em honra a sua escola de samba do coração, com muita satisfação entoou um  samba chamado “O Sorriso do Sambista”,  dos compositores Tiago Monteiro e Renato Fontes. A composição é homenagem ao grande sambista da Camisa Verde e Branco, Hélio Bagunça, falecido em 2007.

*Vanessa Café é jornalista e colaboradora da Muda Cultural.

Contraste Cultural

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Por Ítalo Bosco*

O contraste foi a grande marca da última sexta-feira na Esquina da MPB e também do Bar Brahma. Enquanto o palco principal do Bar apresentou a já conhecida – e antiga – banda Placa Luminosa, coube ao ainda não tão popular Wesley Nóog e a 1Banda animarem a Esquina da MPB, espaço que busca inserir novos nomes no cenário da música brasileira.

Impressiona a diferença de idade entre Wesley, 40, e sua banda de apoio, formada por Marquinhos Onze Horas (percussão), Gringo Alegoria (percussão), Rodolfo Stocco (violão e cavaquinho) e Bebê do Góes (percussão), todos com menos de 25 anos. Mas a idade não é empecilho para a talentosa 1Banda, que engrandece ainda mais as apresentações de Nóog; muito pelo contrário, parece que a juventude faz muito bem ao estilo funk&soul que o artista mistura com o samba.

O público que ocupava a Esquina no início da noite era predominantemente jovem. A faixa etária dos ocupantes do Bar Brahma era superior. Porém, o swing de Wesley Nóog e da sua 1Banda foi responsável pela interessante mistura de públicos, já que, ao final do show do Placa Luminosa, ainda havia bastante gente querendo dançar e sambar. Para eles, houve a possibilidade de migrar de ambiente, tornando ainda mais atraente a noite na Esquina da MPB.

O vasto repertório de Wesley Nóog – composto por músicas próprias e também de grandes artistas do funk&soul como Tim Maia e Cassiano – não deixou ninguém parado e mostrou que as sextas-feiras do Centro de São Paulo não serão mais as mesmas…

*Ítalo Bosco é estudante de Jornalismo da PUC-SP e colaborador da produtora Muda Cultural.

Nova versão para a música brasileira

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Por Mariana Resegue*

Muito já foi falado que a Esquina da MPB é um dos lugares de São Paulo que abre espaço para o que há de novo na música brasileira. Seguindo essa linha, a noite de sexta começa com uma dupla nova que tem agradado muito ao público: Manuella Cavalaro e Franco Lorenzon, que cantam clássicos da MPB como “O que é, o que é”, de Gonzaguinha, e “Nervos de Aço”, de Lupicínio Rodrigues.

Na segunda parte da noite entra o grupo Nova Versão. Composto por Biriba (cavaquinho), Emerson, Mydras e Zé Carlos (percussão e vozes), o grupo saúda a música brasileira, com ênfase no samba, mostrando músicas já consagradas e outras menos famosas que, com versões diferenciadas, ficam de “cara nova”.

As participações especiais ficam por conta de Wesley Nóog, já conhecido da casa, que canta clássicos como “Saudosa Maloca”, e a nova Larissa Smid, que com sua bela voz dá mais brilho aos sambas como “Morro do Pinto”, “Escurinho” e uma versão empolgante de “Conto de Areia”, de Clara Nunes.

Bandas novas, como a Nova Versão, precisam de espaço para mostrar seu trabalho. Ao permitir que elas mostrem seu trabalho, a Esquina as ajuda a seguirem inovando e renovando a música brasileira.

*Mariana Resegue é estudante de Jornalismo da PUC-SP e de Ciências Sociais da USP e colaboradora da produtora Muda Cultural.

Mais Uma Das Meninas

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Por Paula de Paula*

A noite de sexta-feira mais uma vez começou com muita música boa na Esquina da MPB. Manoella Cavalaro e Franco Lourenzon esquentaram a noite com muita bossa nova e música popular brasileira com estilo banquinho, violão dele e voz dela.

Lá pela uma da manhã, a estonteante Adriana Moreira começa a encantar nossos ouvidos. Dessa vez Adriana já começa o show com os pés descalços e bem pertinho do público. Na parte de baixo do palco, a morena chama todo mundo para dançar e ocupar o espaço. Em cima, seu filho Raphael Moreira (percussão) e seus amigos Fernando Moreira (surdo), Marcel (Cavaquinho) e Junior Pita (violão) acompanham a animação de Adriana no maior ritmo.

O pedido foi aceito rapidamente e o bar inteiro começou a cantar e a sambar numa animação instantânea. O pequeno espaço entre o palco e as mesas ficou recheado de animados casais e grupos de amigos que juntos curtiram o melhor da música brasileira. O repertório foi desde Chico Buarque a Alcione, passando por Gonzagão, Dona Ivone Lara e enredo de escola de samba, já que a paulistana da Barra Funda tem uma grande influência da tradicional Camisa Verde e Branco.

A cantora é considerada, junto com Fabiana Cozza, Bruna Caram, Malú Magalhães, entre outras, as “novas meninas da mpb” e diz que fica feliz em fazer parte do grupo, pois pode ver suas “amigas trilhando junto o mesmo caminho na mpb”. Sobre o espaço, Adriana acha que “São Paulo precisa de ‘outras esquinas’ para que possa se cantar mais música popular livremente sem ter que ficar preso só aos sucessos que são ‘modinha’ no rádio.”

Mais uma noite animada na Esquina que acabou depois das três da manhã após muito samba e muita animação, provando que “quem não gosta de samba bom sujeito não é”.

*Paula de Paula é estudante de Letras da USP e de Jornalismo da PUC-SP e colaboradora da Muda Cultural.

Na esquina da MPB, o friozinho paulistano não tem vez; a música popular brasileira e o samba de raiz aquecem a noite

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Vanessa Café*

Uma sexta-feira com muito frio e com a iminente garoa paulistana não parece ser a perfeita noite para badalar. Esse mesmo motivo, porém, favorece que você saia de casa a procura de um lugar aconchegante, com um clima gostoso e onde dê para sambar e esquentar o corpo. Bem ali na esquina mais famosa de Sampa, a Esquina da MPB, as sextas fervem impedindo temperaturas mais baixas.

A noite começa com show estilo banquinho e um violão, com muita música de altíssima qualidade. É a vez de Caco Bahia e seu repertório marcado por uma diversidade de ritmos, que vai da MPB ao baião; o resultado é uma sonoridade forte, agradável, e com um sotaque gostoso, que não disfarça suas raízes baianas. Caco faz questão de fortalecer suas origens e mostrar algumas das suas canções.

Manuella Cavalaro e Franco Lourenzon sucedem o violonista e têm um repertório especifico de MPB e bossa nova. A cantora de voz suave interpretou ícones como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Sérgio Mendes, Elis Regina, entre outros. Além disso, Manú tem um enorme carisma e empatia com o público; sua apresentação foi alegre e empolgante.

Para animar o público da casa, um time de sambistas de primeira entra em cena. T.Kaçula e sua banda de apoio interpretam grandes clássicos do samba, destaque para autores como Adoniran Barbosa e Geraldo Filme, além de sambas da velha guarda paulista.

Passaram pelo palco Wesley Nóog e Fernanda Gomes, com destaque para a música “Nega Neguinha”, um samba com um balanço ritmado dedicado às mulheres presentes e que fez agitar todo o salão. A roda de samba ficou mais conceituada com a participação de Fernanda Gomes que interpretou, entres outros clássicos, a canção “No Mesmo Manto”, de Jovelina Pérola Negra.

*Vanessa Café é jornalista e colaboradora da Muda Cultural.

Brilhante, o samba clareia a noite na Esquina da MPB

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Por Chris Almeida*

Consagrado pela boa música, o palco da Esquina da MPB brilhou em mais uma sexta-feira. Dessa vez, o mérito ficou por conta de Wesley Noóg e Manoela Cavalaro, que se apresentaram e iluminaram o público com muita simpatia, talento e – como não poderia deixar de ser – em alto e bom som.

Após a abertura de Marcos Vilane, Manoela Cavalaro foi a primeira a se apresentar. A paulista, que aos 24 anos já soma 16 de música, floreou a noite cantando da bossa nova ao samba de raiz, com desenvoltura, propriedade e versatilidade. Partindo da proposta de buscar uma música essencialmente brasileira, mostrou um repertório muito bem escolhido e dimensionado por sua voz. Não à toa: para Manoela, não há como cantar a boa música brasileira sem passar pelo samba.

Em seqüência, na companhia de Bebê do Góes (percussão), Rodolfo Stocco (violão e cavaco), Marquinhos Onze Horas (percussão) e Richard Oliveira (Flauta, Sax, Trompete), Wesley Noóg também defendeu o samba e – sem dúvida – a mesma boa e grande música brasileira. Em harmonias e letras muito bem compostas, swingadas com levadas de funk e de soul, o som ficou deliciosamente amarrado e colorido pelos metais e pela percussão.

Assim que Wesley subiu ao palco, o público da Esquina naturalmente levantou e já começou a dançar e cantar. Entre clássicos como Jorge Bem Jor e Demônios da Garoa, o compositor mostrou canções próprias que de tão vibrantes e envolventes, rapidamente caíram no gosto da platéia e ecoaram pela pista. Bruna Caram também participou da noite fazendo uma doce e merecida homenagem ao grande Dorival Caymmi, com “A vizinha do lado”.

*Chris Almeida é estudante de Jornalismo da PUC-SP e de Letras da USP e colaboradora da produtora Muda Cultural.

Vila no Centro

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Por Paula de Paula*

Logo depois do Brasil ter conquistado a sua primeira medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim na última sexta-feira, entra em cena, quase que para comemorar, o grupo Nova Versão. Formado por músicos da Vila Madalena, e sob a influência do GRES Pérola Negra, a banda mistura em seu repertório hip-hop, samba de raiz e também música popular brasileira “recente”, como o já consagrado Seu Jorge.

O público da Esquina começa tímido a arriscar uma “sambadinha” aqui e outra ali, mas a música do grupo acaba por contagiar a todos e logo o bar pula, samba e canta sem parar. Os sucessos de samba de raiz, enredos clássicos de escola de samba, agradam ao público que aprova até mesmo a versão pouco convencional da música “Diz que fui por aí” de Nara Leão, homenagem justa aos cinqüenta anos da Bossa Nova.

Desta vez o intervalo foi mais do que especial: o amigo do Nova Versão, e já conhecido da Esquina, T.Kaçula dá uma canja para o grupo e ainda chama uma convidada, a cantora mineira Karine Telles, que mostra sua bela voz e canta alguns sucessos de Clara Nunes como “Ogum e Yansã” e “Conto de Areia”.

A apresentação segue madrugada adentro, com muita animação e, é claro, muito samba, que saiu do tradicional bairro boêmio da Vila Madalena e foi conquistado pela magia do centro e pelo aconchego da Esquina da MPB.

*Paula de Paula é estudante de Letras da USP e de Jornalismo da PUC-SP e colaboradora da Muda Cultural

“Quem nunca viu o samba amanhecer…”

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Por Mariana Resegue*

A combinação da esquina Ipiranga e São João com música brasileira há muito foi celebrada por Caetano Veloso. Porém a Esquina da MPB vem reinventando essa antiga dupla, apresentando shows da nova geração de músicos brasileiros e de novas tendências, firmando-se como alternativa para os paulistanos apreciadores da boa música. Na última sexta-feira, o palco recebeu a talentosa Adriana Moreira que, com seu jeito próprio de fazer samba, mostrou ser uma das grandes promessas da música nacional.

Criada na quadra da escola de samba paulista Camisa Verde e Branco, Adriana entende e muito de samba. Mostrou isso cantando composições novas, como a bela música “O Sorriso do Sambista” do compositor e amigo Renato Fonte — presente na platéia —, e resgatando composições antigas de músicos como Paulo Vanzolini, Candeia e Paulo César Pinheiro, entre outros. Como não podia faltar, ela também celebrou clássicos de Chico Buarque, Cartola, João Bosco, Dona Ivone Lara e outros grandes nomes da nossa música, inclusive passando por outros ritmos brasileiros como o forró, cantando “Pau de Arara” de Luiz Gonzaga.

Além do repertório diversificado, a intérprete mostrou-se entregue ao público, fazendo uma apresentação de três horas sem intervalo. O público retribuiu de bom grado, dançando e cantando os sambas com entusiasmo. A sintonia entre cantora e platéia foi tanta que Adriana ultrapassou em quase duas horas o horário previsto, entrando madrugada adentro com a sua música. Vale dar mérito também aos instrumentistas da banda: Marcel, com seu cavaquinho cinco cordas, e Junior, com o violão sete cordas, que tocaram de forma harmoniosa, acompanhados da percussão bem ritmada feita pelo filho e pelo sobrinho de Adriana, deixando os sambas ainda mais bonitos.

Ao final da apresentação, e já descalça, Adriana estava em casa. Conversou com o público, atendeu pedidos de músicas e elogiou o ânimo da platéia. São exemplos como esses que mostram que o samba paulista tem muita tradição, apesar de ser pouco conhecido do grande público. Para quem quiser conhecer, vem pra Esquina pra ver.

*Mariana Resegue é estudante de Jornalismo da PUC-SP e de Ciências Sociais da USP e colaboradora da produtora Muda Cultural.

Sexta, Samba, São Paulo

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Por Paula de Paula*

A noite de sexta começa calma e gostosa no palco da Esquina da MPB. Marco Vilani, dono de uma voz sensível e forte, interpreta os maiores sucessos da música popular brasileira no já consagrado estilo banquinho e violão. O repertório vai de clássicos “das antigas”, como Cartola, até os mais novos, como Jorge Vercilo, colocando ao início da noite uma agradável trilha sonora.

O show segue com T.Kaçula e convidados, sambistas paulistanos que tocam samba de… São Paulo! A proposta do grupo é resgatar esse samba que muitas vezes fica esquecido no meio do já tradicional samba carioca. A proposta se dá através de um show com explicações, que faz o público entender um pouco mais do samba paulistano. T.Kaçula nos conta entre uma curiosidade e outra, por exemplo, que o nome de batismo de Adoniran Barbosa é João Rubinato.

Para o intérprete, resgatar o samba paulistano em um local tão importante como a esquina da Ipiranga com a Av. São João é um privilégio e também para mostrar ao público do bar como o samba da “terra da garoa” tem qualidade e tradição.

O público aprovou a proposta de T.Kaçula e cantou junto os sucessos de Adoniran, provando que, como já dizia a letra, “para ser sambista não precisa ser do morro” (Geraldo Filme).

*Paula de Paula é estudante de Letras e Jornalismo e colaboradora da Muda Cultural.