Adriana Moreira encanta o público celebrando grandes compositores e intérpretes do Samba

Por Vanessa Café*

A sambista Adriana Moreira sempre esteve envolvida com samba. Ainda na infância era freqüentadora da quadra da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, onde praticamente cresceu. Começou sua carreira em 1996 participando com a “Orquestra Paulista de Samba” da gravação do disco “O Cúmulo do Samba” do compositor Carlinhos Vergueiro.

De lá pra cá sempre esteve envolvida com grandes intérpretes e compositores do samba brasileiro participando de diversos projetos de resgate da tradição do samba paulista. Adriana também atuou como backing vocal, estando, neste período, ao lado de vários sambistas, como Dona Ivone Lara, Monarco, Walter Alfaiate, Jorge Simas, Almir Guineto, Nelson Rufino, Luiz Carlos da Vila e Wilson das Neves.

No final do ano de 1999, Adriana conheceu a obra do baiano Batatinha – falecido em 1997 – e se interessou muito, dando início a um trabalho de pesquisa sobre a obra do compositor. Esse trabalho tão dedicado lhe rendeu shows e a gravação de seu primeiro cd “Direito de Sambar – Adriana Moreira canta Batatinha (Oscar da Penha)”, que tem direção musical de Edmilson Capelupi e arranjos, entre outros, de Eduardo Gudin.

A intérprete é conhecida como a mais nova revelação do samba paulista. Sua figura marcante e a voz suave enfeitam o palco da Esquina da MPB, no Bar Brahma. Ela dá o ar da sua graça interpretando inesquecíveis clássicos da música popular brasileira e relembrando sucessos de saudosos compositores do samba. Nesta última sexta-feira, dia 03 de outubro, ela encantou e emocionou o público da Esquina da MPB na interpretação do clássico de Paulinho da Viola, “Onde a dor não tem razão”.

Adriana tem uma surpreendente presença de palco e interpreta suas canções com muito entusiasmo e alegria. Consegue facilmente animar a platéia fazendo com que todos cantem junto com ela, assim o fez com a música de Adoniran Barbosa, “Abrigo ao Vagabundo”.

Adriana Moreira também não poderia deixar de prestigiar novos talentos do samba paulista. Em honra a sua escola de samba do coração, com muita satisfação entoou um  samba chamado “O Sorriso do Sambista”,  dos compositores Tiago Monteiro e Renato Fontes. A composição é homenagem ao grande sambista da Camisa Verde e Branco, Hélio Bagunça, falecido em 2007.

*Vanessa Café é jornalista e colaboradora da Muda Cultural.

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