Brilhante, o samba clareia a noite na Esquina da MPB

Por Chris Almeida*

Consagrado pela boa música, o palco da Esquina da MPB brilhou em mais uma sexta-feira. Dessa vez, o mérito ficou por conta de Wesley Noóg e Manoela Cavalaro, que se apresentaram e iluminaram o público com muita simpatia, talento e – como não poderia deixar de ser – em alto e bom som.

Após a abertura de Marcos Vilane, Manoela Cavalaro foi a primeira a se apresentar. A paulista, que aos 24 anos já soma 16 de música, floreou a noite cantando da bossa nova ao samba de raiz, com desenvoltura, propriedade e versatilidade. Partindo da proposta de buscar uma música essencialmente brasileira, mostrou um repertório muito bem escolhido e dimensionado por sua voz. Não à toa: para Manoela, não há como cantar a boa música brasileira sem passar pelo samba.

Em seqüência, na companhia de Bebê do Góes (percussão), Rodolfo Stocco (violão e cavaco), Marquinhos Onze Horas (percussão) e Richard Oliveira (Flauta, Sax, Trompete), Wesley Noóg também defendeu o samba e – sem dúvida – a mesma boa e grande música brasileira. Em harmonias e letras muito bem compostas, swingadas com levadas de funk e de soul, o som ficou deliciosamente amarrado e colorido pelos metais e pela percussão.

Assim que Wesley subiu ao palco, o público da Esquina naturalmente levantou e já começou a dançar e cantar. Entre clássicos como Jorge Bem Jor e Demônios da Garoa, o compositor mostrou canções próprias que de tão vibrantes e envolventes, rapidamente caíram no gosto da platéia e ecoaram pela pista. Bruna Caram também participou da noite fazendo uma doce e merecida homenagem ao grande Dorival Caymmi, com “A vizinha do lado”.

*Chris Almeida é estudante de Jornalismo da PUC-SP e de Letras da USP e colaboradora da produtora Muda Cultural.

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